A paralisação convocada por lideranças políticas oposicionistas ao prefeito de Itabira não teve a adesão esperada entre os servidores públicos municipais. Apesar das tentativas de mobilização, a greve praticamente não se sustentou, revelando baixa participação e pouca legitimidade dentro da categoria.
Cientistas políticos ouvidos pelo Itabira News avaliam que a movimentação teve mais motivação política do que econômica. Segundo eles, os supostos cortes alegados pelos organizadores afetariam apenas uma pequena parcela dos servidores com salários mais altos — e não a ampla base funcional.
“Não se trata de um movimento orgânico da categoria. A tentativa foi claramente uma pauta usada para desgastar a gestão, mas não encontrou eco entre os servidores que reconhecem os avanços recentes”, analisa um pesquisador em ciência política ouvido pela reportagem.
Nos últimos anos, a gestão municipal consolidou medidas de valorização do funcionalismo, como a aplicação do piso da educação e a implantação do plano de cargos e salários. Essas ações fortaleceram o vínculo entre servidores e administração, gerando confiança e reconhecimento.
Com isso, a tentativa de greve acabou esvaziada, mostrando que a base do funcionalismo segue firme no apoio ao prefeito, que é visto como um dos gestores que mais investiu na valorização da carreira pública em Itabira.



