Médico é condenado a 43 anos de prisão por estupros cometidos em hospital de Itabira

Casos envolvem pacientes em tratamento oncológico; abusos ocorreram durante atendimentos no Hospital Nossa Senhora das Dores

Um médico mastologista foi condenado a 43 anos de prisão por estupro e importunação sexual contra pacientes e funcionárias do Hospital Nossa Senhora das Dores, em Itabira. A decisão foi publicada nesta semana após o encerramento do julgamento conduzido pela Justiça de Minas Gerais.

De acordo com o Ministério Público, Danilo Costa usou a posição de médico para cometer abusos sexuais durante consultas e exames. As vítimas eram, em sua maioria, mulheres diagnosticadas com câncer de mama, que estavam em fase de tratamento ou reabilitação cirúrgica.

O caso causou grande repercussão na cidade e expôs falhas graves nos protocolos de segurança e acompanhamento em atendimentos hospitalares.

Atendimentos com portas fechadas e ausência de acompanhantes

As investigações apontaram que Danilo mantinha um padrão de atendimento com portas trancadas, ausência de acompanhantes e conversas de teor impróprio. Pelo menos dez mulheres relataram situações de abuso, algumas delas envolvendo violência sexual direta.

Além das pacientes, funcionárias da unidade também prestaram depoimentos à Justiça alegando terem sido vítimas de importunação dentro do ambiente de trabalho.

O médico foi preso preventivamente no início de fevereiro e, desde então, permanece recolhido. Com a sentença, ele seguirá em regime fechado. A defesa anunciou que vai recorrer da decisão, mas não houve concessão de liberdade provisória.

Indenização e repercussão

A Justiça determinou o pagamento de indenizações por danos morais a todas as vítimas. Os valores somam cerca de R$ 1,3 milhão e variam conforme a gravidade de cada caso.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres em Itabira se manifestaram após a condenação, reforçando a importância de canais seguros de denúncia e acolhimento. A Casa Lilian, vinculada ao Ministério Público, segue oferecendo apoio às vítimas.

Hospital afastou o médico, mas não comentou a sentença

O Hospital Nossa Senhora das Dores afastou o profissional assim que as denúncias vieram a público, mas ainda não se posicionou oficialmente sobre a condenação. Segundo fontes ligadas à instituição, o caso motivou a revisão de condutas internas e pode gerar novas exigências de segurança nos atendimentos médicos.

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) também foi acionado e deve instaurar processo ético que pode levar à cassação do registro profissional de Danilo Costa.

Caso segue em apuração

Mesmo com a condenação, o processo permanece em aberto para o surgimento de novas vítimas. O Ministério Público reforça que outras denúncias podem ser registradas de forma sigilosa.

O caso se tornou símbolo de um debate mais amplo sobre a segurança de mulheres em ambientes hospitalares e sobre os limites da autoridade profissional diante de pacientes em situação de vulnerabilidade.

🟡 Redação Itabira News

📍 Itabira, 24 de julho de 2025 

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